No talento para os desenhos, a busca pelo sucesso profissionalmente

10 Agosto 2017 10:49:09

Os talentos para o desenho não param de surgir em Jaguaruna. Em abril do passado, nossa equipe mostrou o trabalho da jovem Maria Eduarda, que na época estudava na Escola Marechal Luz.

REDAÇÃO FOLHA REGIONAL
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Foto: REDAÇÃO FOLHA REGIONAL

No mês de julho deste ano, entrevistamos o adolescente Matheus Fortunato Prudêncio, estudante da Escola Dalcy Ávila de Souza, que também é destaque nos desenhos de animes. Nesta “caça” por talentos jaguarunenses, encontramos a meiga e sorridente, Caroline Menegaz, 23 anos, filha única. Em breve, ela estará se formando em administração, faz um curso de desenhos em um estúdio em Tubarão e confessa que seu amor é pelas caricaturas. Quem desejar conhecer o trabalho da jovem, no próximo dia 21 de agosto, na parte da tarde, haverá uma exposição no museu Willy Zumblick, no centro de Tubarão, onde ela estará apresentando suas criações.

FR: Quando você começou a desenhar?

Caroline: Eu desenho desde pequenininha, mas acho que foram em meados da sétima e oitava séries, que os desenhos começaram a tomar forma. Conseguia copiar bem, desenhava bastante as pessoas, não é meu foco hoje, mas ainda desenho pessoas da família e conhecidos, principalmente da faculdade. Depois que me formei no ensino médio eu dei uma parada, uma desanimada, porém tive oportunidade de entrar para um estúdio de desenhos e voltei com tudo, parei um pouco de copiar e comecei a pegar referências, criar desenhos com traços meus. Hoje em dia não consigo mais copiar, somente criar.

FR: Você iniciou com desenhos de mangá e partiu para os desenhos em quadrinhos, por quê?

Caroline: O mangá eu copiava mais, porque eu assistia, tinha gosto também. Agora, como eu comecei a me interessar mais pelos quadrinhos, desenhos americanos, eu crio mais histórias onde dá para usar mais a criatividade, colocar em prática as minhas ideias através dos desenhos. É diferente porque agora eu estou criando. Creio que isso atrai mais, é um mercado diferente também. Eu me encontro mais, na verdade.

FR: Os desenhos em quadrinhos foram ensinados no curso?

Caroline: O professor me ensinou a parte de anatomia, projeção nas cenas, tudo isso que tem nos traços de hq, que se remete mais a anatomia humana, diferente do mangá, que é algo mais animado. Percebi em meus desenhos de hq que possuo traços próprios, eles são minha identidade própria. Cada um tem uma forma de desenhar, não tem como os traços ficarem igual aos de outra pessoa. Os hq são os comics, como superman, spider man, são os desenhos americanos.

FR: Foi fácil desenhar?

Caroline: É preciso ter bastante concentração, e eu que sou uma pessoa bem dispersa, uma das poucas coisas que eu consigo ficar totalmente atenta é no desenho. Tem gente que diz que é dom, realmente há pessoas com dom, que nunca precisaram fazer uma aula, mas também eu conheço pessoas que desenhavam bonecos de palitinhos e hoje desenham coisas que você até se admira, ou seja, se especializou num curso. É um pouco de esforço, na verdade.

FR: Você também possui roupas de Cos Play, faz parte de algum grupo?

Caroline: Eu tenho mais apreço para fazer as roupas de Cos Play dos personagens que eu gosto, tenho a possibilidade de fazer alguns onde eu posso usar meu próprio cabelo, que é ruivo, até para não precisar gastar muito com perucas. Nos eventos eu me sinto bem privilegiada, o pessoal é bastante receptivo, a gente se sente querida. Tem pessoas que tem o Cos Play como profissão. Eu participo mais pela alegria, por fazer fotos com as crianças, quando elas te encontram vestida de algum personagem, ficam admiradas. Eu vou mais a eventos aqui em Santa Catarina, nas cidades de Itajaí, São José, Tubarão, Criciúma...

FR: Você tem algum desenho preferido? Por quê?

Caroline: Tenho um desenho de mangá que fiz há cinco anos, o Naruto quando era bebê. Eu fiz e fiquei admirada quando terminei, porque foi o primeiro desenho de anime que eu vi. Tem também o último que eu fiz, que foi da mery jeiny e do spider man. Eu gosto muito do spider man e nunca tinha feito um desenho dele.

FR: Além do curso de desenho, você faz Administração. Pretende seguir a carreira em qual área?

Caroline: Por enquanto eu estou conciliando os dois, mas como estou fazendo o TCC de administração falando sobre o estúdio do curso de desenho, é uma maneira de ajudar e ter o interesse de continuar lá. Meu professor falou que conforme eu vou me esforçando, tenho chance de trabalhar com eles. Vou poder ajudar a divulgar o estúdio, porque muita gente nem sabe que tem um estúdio em Tubarão voltado para a área de desenhos.

FR: Você tem o apoio da família?

Caroline: Meus pais me dão bastante apoio. Quanto a material, me levar no estúdio... Sempre estou mostrando os desenhos para eles e pedindo uma segunda opinião. Eles têm que saber o que eu estou fazendo. Não é por falta de apoio que eu vou desistir. Tem pais que não dão muita importância, mas eles me apoiam bastante. Até por eu ser filha única, é mais um motivo também (risos). Eu tenho muito que agradecer e eles estão botando fé em mim, agora tenho mais motivos para me esforçar.

 

 

 















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